Die Portugiesisch-Hanseatische Gesellschaft verstärkt die Präsenz Amálias in Hamburg

Von Peter Koj

Am Sonnabend, 28. August 2010 strömten die Hamburger Fado-Fans, seien sie nun Portugiesen oder Deutsche, zu einer kleinen Straße in Hamburg-Bahrenfeld, die aufgrund einer Initiative unserer Gesellschaft den Namen Portugals größter Fadista trägt:  dem Amália-Rodrigues-Weg. Hier, an der Ecke dieser kleinen Straße mit der Schützenstraße, sollte eine Gedenktafel enthüllt werden anlässlich des 90. Geburtstages, den Amália im Juli dieses Jahres begangen hätte.

 Wie ein Wunder riss der Himmel gegen 15 Uhr auf. Der Regen, der die Hansestadt die Vortage heimgesucht hatten, hörte auf und unsere 1. Vorsitzende Antje Griem konnte die Zuhörer im schönsten Sonnenschein begrüßen. Dann der feierliche Moment: Estrela Carvas, 30 Jahre lang die intimste Vertraute Amalias und nun die Leiterin des Amália-Museums in der Lissabonner Rua de São Bento, zog die portugiesische Fahne ab, die die 1m x 062m große Tafel verhüllte.

feierliche Enthüllung der Gedenktafel durch Estrela Carvas im Beisein des portugiesischen Generalkonsuls und Antje Griem, der 1. Vorsitzenden der PHG sowie des Schmiedemeisters Stefan Lasch-Abendroth, der die eingeweihte Gedenktafel hergestellt hat.

Anschließend richtete der portugiesische Generalkonsul António José Alves de Carvalho eine kleine Rede an seine Landsleute, in der er nicht nur auf die Kunst Amálias abhob, sondern auch auf ihre Bedeutung für das Portugiesentum und für die im Ausland lebenden Portugiesen.

Den Rest des Tages war der Amália-Rodrigues-Weg für ein Straßenfest gesperrt mit portugiesischem Essen und Trinken, Informationsständen und einer großen Bühne, auf der sich drei Bands ablösten mit portugiesischer Musik (MICAPO), brasilianischer Musik (Banda Tropical) und indischer Tabla-Musik.

portugiesische Grilltradition beim Amália Fest

Abends dann der Höhepunkt mit der eigens aus Portugal eingeflogenen Fadista Cláudia Madur, die in dem einzig historischen Gebäude des Amália-Rodrigues-Wegs auftrat, einer ehemaligen Fischfabrik, in der jetzt eine Musik- und Trommelschule untergebracht ist. Das Konzert in dem kleinen Saal voll (menschlicher) Wärme, dürfte dem Publikum unvergesslich bleiben, das von der Kunst und dem Charme der jungen Sängerin fasziniert war. Obwohl Cláudia Madur keine Lissabonnerin ist – sie kommt aus Baião, einem kleine  Städtchen der Vinho Verde-Region – überzeugte sie mit ihrer Version der großen Amália-Erfolge wie Lágrima, Ó gente da mina terra, Casa da Mariquinha, Maria Lisboa, Uma casa portuguesa. Ihr großes Talent zeigte sich aber auch in Liedern wie Porto Sentido von Rui Veloso oder den Fados ihrer ersten CD Fado sem Tempo, deren Texte von ihr selbst stammen. Begleitet wurde sie von zwei ausgezeichneten jungen Musikern, die ebenfalls aus dem Norden kommen: Artur Caldeira aus Braga an der klassischen Gitarre und Mário Henriques aus Matosinhos an der portugiesischen Gitarre.

Cláudia Madur singt in der ehemaligen Fischfabrik im Amália-Rodrigues-Weg

 Als das begeisterte Publikum kurz vor Mitternacht das Gebäude verließ, wurde es von einem heftigen Schauer in die Hamburger Realität zurückgeholt.        

 

A Associação Luso-Hanseática marca presença amaliana em Hamburgo

Por Peter Koj

Sabádo, 28 de Agosto de 2010. Os aficionados do fado residentes na cidade de Hamburgo, sejam eles portugueses ou alemães, afluíram a uma pequena rua que, graças a uma iniciativa da nossa associação, tem, desde 2003, o nome da maior fadista de sempre: Amália-Rodrigues-Weg. Uma placa comemorativa aos 90 anos que Amália teria feito em Julho deste ano, foi descerrada na esquina dessa com a Schützenstraße.

Como por milagre, a chuva que tinha fustigado a cidade hanseática nos dias transactos, parou às 15 horas e o sol banhou a cena em que a Presidente da nossa associação, Antje Griem, saudou a assistência. Depois veio o momento solene: Estrela Carvas, durante 30 anos a mais íntima confidente de Amália, e que, actualmente, vela pela Casa-Museu Amália Rodrigues na Rua São Bento em Lisboa, tirou a bandeira portuguesa cobrindo uma placa que tem as dimensões de 1 m vezes 0.62 m. De seguida, o Cônsul-Geral de Portugal em Hamburgo, António José Alves de Carvalho, tomou a palavra. No seu discurso, frisou não só a arte de Amália Rodrigues, mas também a sua importância pelo lusitanismo e pelos portugueses residentes no estrangeiro.

Uma festa alegre

No resto da tarde, o Amália-Rodrigues-Weg foi animado por um arraial com comes e bebes bem lusos, com tendas que ofereceram produtos portugueses e informações e com um grande palco em que se revezaram conjuntos que entoaram música portuguesa (MICAPO), brasileira (Banda Tropical) e indiana (músicos de tabla).

À noite, no único edifício histórico do Amália-Rodrigues-Weg, uma antiga fábrica de peixe, que hoje alberga uma escola de música e batuca, foi estrela a fadista Cláudia Madur, vinda expressamente de Portugal. Esse concerto, numa sala apinhada com muito calor humano, e não só, deverá ficar na memória do público, que se rendeu à arte e ao charme da jovem fadista. Apesar de não ser lisboeta – vem de Baião, da região do vinho verde – convenceu com os grandes êxitos de Amália tal como Lágrima, Ó gente da minha terra, Casa da Mariquinha, Maria Lisboa, ou Uma casa portuguesa. Mas mostrou os seus dotes também em canções como Porto sentido de Rui Veloso e nos fados do seu primeiro CD Fado sem Tempo, cujas letras são da sua autoria. Cláudia Madur foi acompanhada por dois excelentes músicos jovens, vindos também do Norte: Mário Henriques, de Matosinhos, na guitarra portuguesa e o bracarense Artur Caldeira na viola.

 Quando o público extasiado saiu pouco antes da meia-noite, foi saudado ... por uma forte chuvada.

 

Gäste des Festes tanzen im Wind

Der portugiesische Generalkonsul António José Alves de Carvalho sowie Peter Koj und Maralde Meyer- Minnemann von der PHG beobachten die Einweihung der Gedenktafel

Der portugiesische Generalkonsul in Hamburg António José Alves de Carvalho hält eine kurze Rede vor der Gedenktafel.